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Símbolos da Cidade
Heróis que fizeram história, Bandeira e Hino da cidade

:. Bandeira de Dores do Indaiá

:. Características

• O fundo azul-marinho representa a nossa espiritualidade cristã e a profundeza do sentimento do povo dorense;
• O livro representa a tradição cultural e intelectual do povo do município;
• A inscrição "Agricultura e Pecuária" lembra a produção agrícola do município, assim como os pés de "Arroz" à direita, e "Milho" à esquerda;
• A cruz com os instrumentos de suplício ladeada por dois coqueiros lembra a Praça "Coração de Maria", marco de tradição espiritual e religiosa da cidade;
• A faixa branca que finaliza a bandeira, com letras vermelhas, que representa a "luta e o suor" escrito o nome "Dores do Indaiá" e em suas extremidades a data de emancipação político-administrativa.

Autora: Maria de Fátima Oliveira Caetano
Decreto nº 134 de 30 de janeiro de 1973
Prefeito José Barbosa Lopes

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:. Hino de Dores do Indaiá

Hino a Dores do Indaiá

No passado longínquo, distante,
Boa Vista o arraial se chamou;
Inda tem vista bela e galante,
Que fascina e sempre encantou.

Salve Dores, ó Dores, ó terra
De alegria e de fé no Senhor!
Este povo, na paz ou na guerra,
Mostra sempre seu grande valor!

Indaiá simboliza o sertão,
onde Cristo plantou sua Cruz
e o branco estendeu a Nação,
na epopéia que glória traduz.

Esta bela cidade de Minas,
bem traçada, qual lindo jardim,
tem seus montes e belas campinas,
também tem horizontes sem fim.

Esta terra feliz tem agora,
tem progresso, tem luz e tem flores,
tem a bênção de Nossa Senhora,
Mãe de Deus e Senhora das Dores.

Ó Senhora das Dores, Mãe nossa,
ajudai este povo tenaz,
na cidade, no campo, na roça,
pois só quer o progresso e a paz.


Letra: Waldemar de Almeida Barbosa
Música: Luís Gonzaga Melgaço

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:. Hino de Dores do Indaiá - Download da Melodia

Fazer download - clique aqui para escutar
por Lino Santos

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:. Personalidades Históricas

Dr. Zacarias

Dr. Antônio Zacarias Álvares da Silva - nasceu em Pompéu, em 6 de setembro de 1847. Filho do Barão do Indaiá - Tte. Cel. Antônio Zacarias Álvares da Silva e D. Faustina Álvares Xavier. Fixou-se em Dores do Indaiá em 1889, onde fundou a Santa Casa que recebeu o seu nome. Era médico de grande cultura, tendo feito especialização em obstetrícia na Europa. Político influente, administrou o Município por diversos anos - de 1894 a 1905, quando faleceu, em 30 de outubro. Remodelou a cidade, idealizando uma planta, executada pelo engenheiro, Dr. Francisco Palmério. Foi casado com D. Balbina Álvares de Souza e Silva e não deixou descendência.

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Francisco Campos

Inteligência comparada à de Rui Barbosa, nasceu em Dores do Indaiá, a 18 de novembro de 1891. Foi o dorense que atingiu os mais altos cargos políticos do país, tendo sido Secretário de Estado da Educação e Cultura, no governo de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, em 1926 e Ministro do Presidente da República, Getúlio Vargas. Promoveu diversas reformas no ensino e na constituição. Poeta, filósofo e poliglota, Francisco Campos recebeu a alcunha de "Chico Ciência". Dotou Dores do Indaiá de vários melhoramentos, como: Escola Estadual "Francisco Campos", prédio onde funciona o Grupo Escolar "Dr. Zacarias", Santa Casa "Dr. Zacarias", Prefeitura, além de inúmeras vantagens para a cidade - criação da Comarca, criação de novos níveis de escolaridade para os estabelecimentos de ensino. Foi autor do discurso, aos 13 anos, na 1ª Festa da Árvore do Estado, realizada por D. Mª Argentina de Moura Costa, em 1904, na Praça São Sebastião, centro residencial de Dores do Indaiá no começo de sua história. Seus pais eram o magistrado Dr. Jacinto Álvares da Silva Campos e D. Azejúlia Alves de Sousa e Silva. Faleceu em Belo Horizonte em 1º de novembro de 1968.

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Juca de Sousa

José de Sousa Coelho - nascido em São Paulo do Pedroso, comarca da Feira, Bispado do Porto - Portugal - no ano de 1737, chegando ao Brasil em 1747, com 10 anos de idade, em companhia de seus pais. Fixa-se em Dores do Indaiá / Pitangui e, em 1816, constrói a casa de nº 30, na Praça São Sebastião, ainda existente. Seu atual proprietário, Homero Ribeiro, mantém o vestuto casarão com sua arquitetura original. A de nº 48, na mesma Praça, foi construída por seu filho Paulino de Sousa e seus proprietários - Família Pinto da Costa - também a conservam com absoluta fidelidade ao estilo original. Juca de Sousa era músico, filósofo, iluminista e dono de grande fortuna. Seus descendentes, na maioria, são dotados de dons musicais, literários e artísticos. Morreu em novembro de 1858, sendo "sepultado sob as possas tábuas de aroeira da Igreja Matriz de São Sebastião, no largo do mesmo nome."

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Emílio Moura

Emílio Guimarães de Moura, um dos maiores poetas do modernismo literário. Dorense, nasceu a 14 de agosto de 1902. Poesia límpida e elegante, conhecida no mundo todo. Advogado, não exerceu a profissão, dedicando-se à Literatura. Amigo íntimo de Carlos Drummond de Andrade, deixou sua obra impressa no livro Itinerário Poético, reeditado por ocasião do centenário de seu nascimento, brilhantemente festejado em Dores do Indaiá, Belo Horizonte e grandes centros culturais do país.

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Carminha Gouthier

Maior voz feminina da poesia mística no Brasil, a poetisa Maria do Carmo Gontijo de Sousa, nasceu em Dores do Indaiá a 16 de abril de 1903. Herdou do pai - Paulino de Sousa - o amor pelos livros. Neta de José de Sousa Coelho - Juca de Sousa - cuja inteligência e brilho foi responsável pela formação cultural da cidade, Carminha Gouthier é um orgulho para Dores do Indaiá. Era casada com o Juiz de Direito Dr. Edson Gouthier, não deixando filhos. Sua obra foi primorosamente organizada pelo escritor, também dorense, José Hipólito de Moura, por ocasião do centenário de nascimento da grande poetisa.

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Luís Melgaço

Dorense, Luís Gonzaga Melgaço aqui nasceu em 1903. De família tradicional de Dores do Indaiá, cresceu no meio da música: mãe pianista, tios e primos traziam a música na alma. Autodidata, tinha seus próprios métodos e escrevia seus solfejos na hora, de modo intuitivo. Foi catedrático de Teoria e Solfejo da UFMG e da FUMA, em Belo Horizonte. Sua "Canção de Berço" foi apresentada no Teatro de Frankfurt, Alemanha, onde foi aplaudido em pé. Suas composições foram apresentadas em grandes centros culturais (Itália e Espanha). É autor de mais de 300 peças para piano, violino e coro. Seu Hino à Brasília foi cantado durante a 1ª missa celebrada na nova capital, quando de sua inauguração e foi regido pelo próprio autor. Figura notável, simpático e simples, era um apaixonado pelos pássaros e por nossa terra. Faleceu em Belo Horizonte, com mais de 80 anos de idade, deixando, como sua herdeira musical, a filha, Maria Luiza, de rara sensibilidade.

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Waldemar de Almeida Barbosa

Outro dorense ilustre. Nasceu em Dores do Indaiá, a 23 de outubro de 1907, filho de Eduardo José de Almeida e D. Honorina de Almeida Barbosa. Foi professor na antiga Escola Normal Oficial (hoje, E. E. Francisco Campos), desde sua fundação em 1928, até a sua aposentadoria. Fundou e dirigiu em Dores do Indaiá, três estabelecimentos de ensino: o Ginásio Dorense, em 1934, o Colégio Comercial São Luís, em 1946 e a Escola D. Bosco, para crianças carentes, no Bairro Juiz de Fora, que funcionou por vários anos. Promoveu, pela 1ª vez, a Festa da Cidade, em 08 de outubro de 1954. É autor da letra do Hino Oficial de Dores do Indaiá, do Hino da E. M. Mestre Tonico e o Círculo Operário de Dores do Indaiá. Autor de inúmeros livros sobre a História de Minas, seus costumes e sua gente. Seus livros Dores do Indaiá no Passado e Na História de Dores do Indaiá são livros obrigatórios na biblioteca de todo dorense.

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Bolívar Lamounier

Dorense, reconhecidamente um dos maiores cientista político do país, há mais de trinta anos Bolívar Lamounier estuda e pesquisa a história política brasileira. Agora, em novo livro, ele reúne análises e reflexões feitas ao longo desse tempo, apresentando uma revisão da nossa historiografia, do século 19 aos dias de hoje. "Da Independência a Lula - dois séculos de política brasileira" analisa nossa experiência democrática a partir do Império, passando pela Primeira República, Revolução de 1930, Estado Novo, período militar. Grande parte do estudo é dedicada aos últimos vinte anos de democracia e à questão da reforma política, presente todo esse tempo na agenda brasileira. Bolívar Lamounier considera que a democracia no Brasil vem se fortalecendo e a economia é cada vez menos vulnerável às turbulências políticas.

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Dores do Indaiá continua no caminho da cultura. Na atualidade e no passado, vários escritores, artistas e personalidades importantes se revelam no cenário nacional:

A destacar, realmente, Dona Branca, "Maria" - Fernando Lemos, José Hipólito de Moura Faria, Rubens Fiuza, Fenelon Ribeiro, Graciano Gomes, Mário Matos, Carlos Cunha Correia, Clara de Oliveira, Claudenor Guimarães, Francisco Sousa Coelho, Bartolomeu Queirós, Luís Evangelista, Milton Fernandes, Dr. Vicente Caetano, Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza, José Oswaldo de Araújo, Oswaldo de Araujo, José Ribeiro Machado, Stella Maris Rezende, Eliardo França, Vicente Zica, José Gabino Júnior, Ivany Chagas Coutinho, Eneida Guimarães Machado Milet, Carlos Carneiro Costa.

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Dores do Indaiá continua procurando o seu brilho próprio no cenário nacional, através do trabalho de seus filhos que, onde quer que estejam, empregam sua juventude e talento a favor da cidade que os acolhe.

 

Fontes:
Dona Branca
TV Cultura

Biblioteca Municipal
Casa de Cultura Dorense
Câmara Municipal de Vereadores

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Flávio Mendes
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